Capitulo 8
Eleanor
-Espero que tenham uma boa explicação.- Repete pela milésima vez
David.
-Desculpe, pai.- Pai? Esta agora…- Nós foi tomar o pequeno-almoço,
a Eleanor não se estava a sentir muito bem…
-Não quero saber…voltem ao trabalho antes que vos despeça…
Depois de vermos o pai dele a ir para a cozinha respiramos de
alívio.
-Conseguimos…-Diz Charlie enquanto olha para mim e sorri.
-“Pai”, “a Eleanor não se estava a sentir muito bem”, tu estás
louco?- Ele fez um olhar do género “O que querias que eu fizesse?” e lá
respondeu:
-Bem eu sei que não devia ter metido as culpas em ti…
-Não devias não. Agora deves-me uma.- Aviso-o.
-Ui…O que será?- Pergunta-me com um olhar desafiador.
-Não sei…-Fiz uma pausa..- O senhor David é teu pai?
-Bem no BI diz que sim…
-Mostra…-Digo enquanto visto o avental.
-Ok.- Não era que eu não acreditasse mas queria ter a certeza
absoluta.- Mas agora temos que ir trabalhar.
-Quando mostras?
Ele ri: Depois do trabalho às 16:15, ok?
-Ok.
Depois de um quarto de hora à espera finalmente chega um cliente:
-É a tua vez de entrar em ação…- Diz Charlie passando-me um bloco
de notas e uma caneta.
-E se eu não conseguir?- Pergunto nervosa com o olhar fixado nos
senhor e na senhora que se tinham sentado.
-Pensas demasiado Ellie, vá vai e arrebenta com isto tudo…-Ele fez
uma pausa- Arrebenta no sentido figurado.
Mas já nem o ouvi, estava tão nervosa que parecia que não
conseguia respirar.
-Vai.- Insiste ele empurrando-me em direção há mesa em que se
encontravam.
-Eu vou arrebentar com isto tudo-Digo pouco confiante.-… E se eu
não arrebentar?- Insisto nervosa.
-Vai.
-Ok, eu vou.
-Olá, bom dia, o que desejam?- Pergunto a um senhor e a uma
senhora.
-Bem uma pizza de cebola.- Como é que estas pessoas conseguem
comer uma pizza a estas horas? Acho que eles perceberam que eu estava a pensar
nisso e responderam de uma forma bastante simpática- Nós adoramos pizzas e para
nós não faz mal ser de manhã ou de noite.
-Entendo…- Fiz uma pausa e fiquei a olhar muito tempo para eles.-
Bem eu vou buscar…- Digo enquanto desvio o olhar dos senhores e olho novamente
para o bloco.
-Tão encantadora.- Oiço ainda que baixinho a comentar com o
senhor.
Charlie estava encostado ao balcão à espera de saber como tinha
corrido:
-Então como correu?- Pergunta ansioso.
-Pode dizer-se que sim, foi bem.
-Ainda bem. O que eles querem?- Pergunta enquanto entra na cozinha
grande e vermelha.
-É uma pizza de cebola.
-A uma hora destas?- Pergunta com a mesma cara que eu fiz quando
me disseram o que queriam.
-Segundo eles: “Nós adoramos pizzas e para nós não faz mal ser de
manhã ou de noite”.
Ele risse: Bem então é melhor começar a prepara-la antes que
percam o apetite.
-Também acho…-Concordo.
-Olha…podes ir para fora pode chegar clientes…
-Claro, patrão…- Digo enquanto levanto as mãos e me dirijo para a
porta.
Olho para os tais senhores estão a rir penso se alguma vez terei a
sorte de ser feliz como eles aparentam.
-Ellie!- Chama Charlie.- Estás bem?- Pergunta preocupado.
-Sim, desculpa, o que se passa?- Pergunto só para mudar de
assunto.
-A pizza já está pronta, podes a ir levar?
-Claro.
Connor
-Então o quê?- Pergunto ansioso.
-Então nada, só deverei ter participação mas se eu fizer mais uma
daquelas poderá ser pior.
-Menos mau…
-Menos mau? O meu pai vem cá hoje, estou tramado, meu.- Afirma
enquanto passa a mão pelo cabelo.- E agora? O que faço?
Não sabia o que dizer por isso decidi nem me prenunciar.
-Obrigado pelas palavras de apoio.- Ironiza enquanto se vai
embora.
-Robert! Meu!- Sou um idiota.
O resto do dia foi eu a tentar falar com Robert mas ele sempre a
“fugir”…Mas o que queria que eu fizesse? Que lhe dissesse que tinha tido razão?
Que o que ele fez não foi nada de especial com o que tínhamos feito? Até era
verdade mas sei la não conseguia dizer nada.
Finalmente chego a casa.
Respiro fundo antes de entrar em casa, mas nesse momento oiço
alguém a chamar-me.
-Connor!- Grita Samuel enquanto se aproxima de mim.
Respiro fundo, o que me podia acontecer mais neste dia?
-Sim?
-Eu preciso de falar contigo.
-Está bem.- Respondo enquanto olho para ele e abro a porta.-
Entra. As senhoras primeiro- Ele não ficou muito feliz com a minha ultima frase
tanto que antes de entrar olhou-me de lado.-. O que queres?- Pergunto curioso.
-Bem lembraste de teres dito que tinhas ido à pizzaria.
Este caramelo veio aqui para isto? Poupem-me.
-Sim, lembro-me.- Respondo enquanto me sento à sua frente.
-Bem vim pedir-te para nunca mais ires lá.
-Desculpa? E porque haveria de fazer o que tu me pedes?- Pergunto
um pouco sarcástico.
-Digamos que eu tenho um pertence teu…e isso pode trazer-te muitos
problemas…
Um pertence?
-Põe-te na alheta…- Peço antes que o meu punho lhe faça uma
visita.
-Não meu amigo, eu não vou fazer isso…
Respirei fundo: Então vou eu.
Nesse momento sinto a sua mão a agarrar-me- Larga-me!- Peço-lhe
enquanto tiro a sua mão do meu braço.
-Porquê? Vais-me bater? Eu só te largo quando tu disseres que
nunca mais vais à pizzaria.
O que eu poderia fazer mais naquele momento?
-Está bem!
-Lindo menino.- Ironiza ele enquanto me dá umas bofetadas na cara.
-O que se passa aqui?- Pergunta a minha irmã quando chega a casa.
Próximo capítulo: "Respiro fundo, o que me podia acontecer mais neste dia?"