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domingo, 25 de novembro de 2012

8º Capitulo



Capitulo 8
Eleanor
-Espero que tenham uma boa explicação.- Repete pela milésima vez David.
-Desculpe, pai.- Pai? Esta agora…- Nós foi tomar o pequeno-almoço, a Eleanor não se estava a sentir muito bem…
-Não quero saber…voltem ao trabalho antes que vos despeça…
Depois de vermos o pai dele a ir para a cozinha respiramos de alívio.
-Conseguimos…-Diz Charlie enquanto olha para mim e sorri.
-“Pai”, “a Eleanor não se estava a sentir muito bem”, tu estás louco?- Ele fez um olhar do género “O que querias que eu fizesse?” e lá respondeu:
-Bem eu sei que não devia ter metido as culpas em ti…
-Não devias não. Agora deves-me uma.- Aviso-o.
-Ui…O que será?- Pergunta-me com um olhar desafiador.
-Não sei…-Fiz uma pausa..- O senhor David é teu pai?
-Bem no BI diz que sim…
-Mostra…-Digo enquanto visto o avental.
-Ok.- Não era que eu não acreditasse mas queria ter a certeza absoluta.- Mas agora temos que ir trabalhar.
-Quando mostras?
Ele ri: Depois do trabalho às 16:15, ok?
-Ok.
Depois de um quarto de hora à espera finalmente chega um cliente:
-É a tua vez de entrar em ação…- Diz Charlie passando-me um bloco de notas e uma caneta.
-E se eu não conseguir?- Pergunto nervosa com o olhar fixado nos senhor e na senhora que se tinham sentado.
-Pensas demasiado Ellie, vá vai e arrebenta com isto tudo…-Ele fez uma pausa- Arrebenta no sentido figurado.
Mas já nem o ouvi, estava tão nervosa que parecia que não conseguia respirar.
-Vai.- Insiste ele empurrando-me em direção há mesa em que se encontravam.
-Eu vou arrebentar com isto tudo-Digo pouco confiante.-… E se eu não arrebentar?- Insisto nervosa.
-Vai.
-Ok, eu vou.
-Olá, bom dia, o que desejam?- Pergunto a um senhor e a uma senhora.
-Bem uma pizza de cebola.- Como é que estas pessoas conseguem comer uma pizza a estas horas? Acho que eles perceberam que eu estava a pensar nisso e responderam de uma forma bastante simpática- Nós adoramos pizzas e para nós não faz mal ser de manhã ou de noite.
-Entendo…- Fiz uma pausa e fiquei a olhar muito tempo para eles.- Bem eu vou buscar…- Digo enquanto desvio o olhar dos senhores e olho novamente para o bloco.
-Tão encantadora.- Oiço ainda que baixinho a comentar com o senhor.
Charlie estava encostado ao balcão à espera de saber como tinha corrido:
-Então como correu?- Pergunta ansioso.
-Pode dizer-se que sim, foi bem.
-Ainda bem. O que eles querem?- Pergunta enquanto entra na cozinha grande e vermelha.
-É uma pizza de cebola.
-A uma hora destas?- Pergunta com a mesma cara que eu fiz quando me disseram o que queriam.
-Segundo eles: “Nós adoramos pizzas e para nós não faz mal ser de manhã ou de noite”.
Ele risse: Bem então é melhor começar a prepara-la antes que percam o apetite.
-Também acho…-Concordo.
-Olha…podes ir para fora pode chegar clientes…
-Claro, patrão…- Digo enquanto levanto as mãos e me dirijo para a porta.
Olho para os tais senhores estão a rir penso se alguma vez terei a sorte de ser feliz como eles aparentam.
-Ellie!- Chama Charlie.- Estás bem?- Pergunta preocupado.
-Sim, desculpa, o que se passa?- Pergunto só para mudar de assunto.
-A pizza já está pronta, podes a ir levar?
-Claro.

Connor
-Então o quê?- Pergunto ansioso.
-Então nada, só deverei ter participação mas se eu fizer mais uma daquelas poderá ser pior.
-Menos mau…
-Menos mau? O meu pai vem cá hoje, estou tramado, meu.- Afirma enquanto passa a mão pelo cabelo.- E agora? O que faço?
Não sabia o que dizer por isso decidi nem me prenunciar.
-Obrigado pelas palavras de apoio.- Ironiza enquanto se vai embora.
-Robert! Meu!- Sou um idiota.
O resto do dia foi eu a tentar falar com Robert mas ele sempre a “fugir”…Mas o que queria que eu fizesse? Que lhe dissesse que tinha tido razão? Que o que ele fez não foi nada de especial com o que tínhamos feito? Até era verdade mas sei la não conseguia dizer nada.
Finalmente chego a casa.
Respiro fundo antes de entrar em casa, mas nesse momento oiço alguém a chamar-me.
-Connor!- Grita Samuel enquanto se aproxima de mim.
Respiro fundo, o que me podia acontecer mais neste dia?
-Sim?
-Eu preciso de falar contigo.
-Está bem.- Respondo enquanto olho para ele e abro a porta.- Entra. As senhoras primeiro- Ele não ficou muito feliz com a minha ultima frase tanto que antes de entrar olhou-me de lado.-. O que queres?- Pergunto curioso.
-Bem lembraste de teres dito que tinhas ido à pizzaria.
Este caramelo veio aqui para isto? Poupem-me.
-Sim, lembro-me.- Respondo enquanto me sento à sua frente.
-Bem vim pedir-te para nunca mais ires lá.
-Desculpa? E porque haveria de fazer o que tu me pedes?- Pergunto um pouco sarcástico.
-Digamos que eu tenho um pertence teu…e isso pode trazer-te muitos problemas…
Um pertence?
-Põe-te na alheta…- Peço antes que o meu punho lhe faça uma visita.
-Não meu amigo, eu não vou fazer isso…
Respirei fundo: Então vou eu.
Nesse momento sinto a sua mão a agarrar-me- Larga-me!- Peço-lhe enquanto tiro a sua mão do meu braço.
-Porquê? Vais-me bater? Eu só te largo quando tu disseres que nunca mais vais à pizzaria.
O que eu poderia fazer mais naquele momento?
-Está bem!
-Lindo menino.- Ironiza ele enquanto me dá umas bofetadas na cara.
-O que se passa aqui?- Pergunta a minha irmã quando chega a casa.


Próximo capítulo: "Respiro fundo, o que me podia acontecer mais neste dia?"

sábado, 17 de novembro de 2012

7ºCapitulo

Antes de mais peço desculpa por não ter publicado antes, mas é que, com a escola é dificil...
 Capitulo 7


Eleanor



Acordei por volta das 6:30 e depois de tomar banho e comer qualquer coisa ia para me ir embora quando me lembrei de um pequeno assunto que tinha ficado pendente.
-Acorda, Samuel Gomez, precisamos de ter uma conversa.- Disse enquanto abria as precianas.
-O que foi?- Pergunta ainda ensonado.
-O que foi? Ainda tens coragem de perguntar “ O que foi”?
-Ah, aquilo ontem…
-Sim, aquilo ontem, vais ter muito que explicar, menino Samuel, mas não agora que eu tenho trabalho.- Disse enquanto olhava para o relógio.
-Acordaste-me a estas horas para nada?
-Pode dizer-se que sim…-Respondi enquanto saia do quarto dele.
Depois de quase meia hora a andar finalmente chego à pizzaria, quando abro à porta, está Charlie a cantar qualquer coisa que não percebi, vejo que ele não nota que eu estou lá, bato palmas quando ele acaba.
-Ellie, nem tinha reparado que já tinhas chegado.- Diz envergonhado.
-Eu reparei…-Respondo enquanto entro na pizzaria e me aproximo dele…
-E então? O que posso fazer?- Pergunto-lhe ansiosa.
-Bem…visto que chegas-te meia hora antes, acho que podemos perfeitamente ir tomar o pequeno-almoço.
Assinto com a cabeça, apesar de o já ter tomado, ainda tinha um pouco de fome.
-Mas espera…
-O quê?- Pergunta-me preocupado.
-Bem não vamos comer pizzas a uma hora destas, pois não?- Pergunto entre risos.
-Bem sim…- Apesar de tentar parecer credível aquela pequena covinha no canto da boca não me enganava.- Não estou a brincar.
-Não me digas? Ufa já estou mais descansada.- Brinco enquanto respiro de alivio.
-Como eu estava a tentar dizer.- Diz enquanto se ri- Há ali um café que faz umas tostas…
-Ui quero ver isso…
-Vais ver…-Diz enquanto fecha a porta à chave.
-Olá, Charlie, vejo que hoje vieste com boa companhia.- Cumprimenta um senhor já com uma certa idade.
-Sim, é a Eleanor, Eleanor este é o Fred.
-Olá.- Cumprimentamos em coro.- Bem Charlie cada vez vens mais bem acompanhado.- Continua o senhor limitei-me a sorrir.
-Ellie, porque não te vás sentar? Eu levo o que quiseres…
-Está bem…
“O que foi?”- Oiço o tal senhor, ou melhor, Freddie, a perguntar ao Charlie.
-Aqui está.- Diz Charlie enquanto mete os dois pratos com tosta na mesa.- Então gostas?- Pergunta-me um pouco receoso.
-Tu tinhas razão…as tostas são demais.- Digo enquanto dou mais uma dentada.
-Eu disse-te.- Lembrou-me com um sorriso na cara.
-São que horas?-Pergunto-lhe.
-Ainda faltam 20 minutos, podes comer à vontade….
-Está bem.
Depois de comermos retomamos à pizzaria…
-Devia-mos começar a fazer sempre isto.- Começa Charlie.
-Isto o quê?- Pergunto sem perceber.
-Irmos tomar o pequeno-almoço juntos, vinhas por volta das 7 e 25 e vinhas logo ao café, que eu estaria à tua espera com um sorriso na cara, pronto para te dar um beijinho.
-Ui sabes muito sabes…-Brinco eu…
-Pois sei…
-Convencido.
-Não faz mal.- Diz enquanto abre a porta que estava aberta.- Shiu, a porta está aberta. Confesso que começo a ficar preocupada.
-Porque só chegaram a estas horas?-Pergunta David com cara de poucos amigos.

Connor

-Feliz?-Pergunta-me Jullie quando me vê de boca aberta.
-Bem…pode dizer-se que sim…
-Então agora passa-me o telemóvel.
-E se não passar?- Pergunto enquanto estico o braço.
-Vais arrepender-te…
-Isso é uma ameaça?- Pergunto-lhe com um ar ameaçador.
-Bem se assim quiseres aceitar.
-Está bem…
-Agora passa-me isso.                        
-Não…
-Não?- Depois de várias tentativas falhadas para tirar, o Robert chega.
-Então malta o que se passa?
-Hum, nada, estava só a mostrar à tua namorada como se joga basket, não é?
-Sim…- Diz ela meio envergonhada.
-Está bem, olha Connor, eu depois das aulas estava a pensar ir à pizzaria queres vir?
-Sim, pode ser.- Respondi sem pensar duas vezes.- E não perguntas à tua namorada?
-Bem, claro que pergunto, queres vir?- Pergunta meio contrariado.
-Isso não é sítio para mim, passa depois pela minha casa, está bem?- Pergunta enquanto lhe dá um beijo e sai da sala.
-Bem as coisas entre vocês estão…quentes.- Digo só para ver a sua reação.
-Sabes, puto, já não sinto a mesma coisa que sentia antes…
-O quê?- Pergunto meio que surpreendido.
-Sim ela já não é mesma pessoa que começou a namorar, agora, está fria e distante.- Explica enquanto sai da sala e vai para o grande corredor que dá acesso para todas as salas de aula, cantina e bar.
-Eu já notei isso.- Digo baixinho.
-Queres ir ao bar?- Pergunta-me enquanto fazia um sorriso.
-Bora…ou talvez não…-Nesse momento a campainha tinha tocado.
-Lá vamos nós aturar a velha.- Resmunga Robert.
-Nem me digas nada.
Quando chegamos à sala toda a gente já tinha chegado e a professora já tinha começado a escrever no quadro.
-Porque razões chegaram tão atrasados?
-O meu cão comeu o meu relógio e sabe sem isso não sei as horas.- Goza Robert, toda a sala começou a rir.
-Quero ver se o seu cão também não come o 0 que lhe vou dar.
-Não se preocupe, ele é de boa boca.- Continua Robert.
-Menino Robert quero que falar consigo no final da aula.
-Ontem o Connor, hoje eu, amanhã vai ser quem?- Dou-lhe um pontapé para ver se ele para mas quando ele está assim é melhor esquecer.- O quê, puto?- Pergunta-me já irritado.
Acho que é melhor não lhe dizer mais nada…
-Robert vá imediatamente ao gabinete do diretor.
Depois da aula acabar fui para a porta do gabinete à espera dele, já estava a ficar preocupado, tanto tempo à espera…
-Então, puto?- Pergunto quando o vejo a sair da sala.


Próximo capítulo: “Pensas demasiado Ellie”
  
Espero que gostem:):)