sexta-feira, 2 de novembro de 2012

3ºCapitulo



Capitulo 3 
Eleanor
-Eleanor, és mesmo tu?- Pergunta-me pela milésima vez Samuel.
-Sim, sou eu.- Respondo.
-Não acredito! Cresceste tanto…
Ó meu Deus…Não me digam que ele transformou em “tia”?
-Eu sei…Mas não foi para falarmos em crescimento e diferenças que eu te liguei…
-Eu fiquei espantado por me teres ligado…
-Eu também por te teres lembrado logo de mim…
-Eu nunca ia esquecer a rapariga que fez a Madre Superior ter um ataque de nervos…
Porque é que esses momentos ficam gravados no nosso pensamento? Para nos lembramos da vida que tínhamos e a que temos agora?
-Fogo! Já foi há tanto tempo.- Parece que faço um regresso ao passado…Depois de ver que eu estava um pouco nostálgica, ele pergunta-me o que eu queria dele…A forma como ele perguntou aquilo fez-me sentir que não me iria ajudar, mas enganei-me.
-Eleanor, eu sei que não é muito mas se quiseres podes ficar na minha casa…
Naquele momento só me apetecia pular do banco e dar-lhe um abraço, mas controlei-me e disse apenas: Obrigado.
-E quanto ao emprego, eu sei de um sítio perfeito, mas primeiro vamos a casa para deixares tuas malas e mudares de roupa, está bem?
Assenti com a cabeça. Comecei a andar para fora do jardim quando o Samuel me chamou: Eleanor, isto é teu?- Pergunta-me segurando qualquer coisa.
-Não, porquê?- Pergunto aproximando-me dele e do relógio.
-Estava aqui no chão…
-Só pode ser daquele rapaz que quase me ia matando…- Disse pensativa.
-Que rapaz?
-Um rapaz qualquer…
-Um rapaz qualquer?- Perguntou desconfiado.- Bem é melhor guardarmos isto até encontrarmos o dono…-Sugere enquanto anda para o carro.
-E se…-Começo indecisa.
Samuel respira fundo e olha para onde eu estava: O quê, Ellie?
-E se não encontramos o dono?
Ele ri-se: Ellie, tu não conheces mesmo isto…eles hoje vão meter um anúncio no jornal e amanhã está a cidade cheia de papeis a dizer “Procura-se relógio. Oferecemos recompensa”.
-Tens razão.- Disse enquanto sorria.
-Eu tenho sempre razão.
Rio-me.
-Bem vamos?- Pergunta-me enquanto abria a porta do seu carro.
-Sim…
-Já chegamos…-Informa enquanto saia do carro e abria o porta-bagagens para tirar as minhas malas.
-É aqui-Disse enquanto abria a porta de um apartamento bastante acolhedor. A decoração era simples mas bonita e os sofás eram muito confortáveis. Sentei-me no que estava de frente para janela e imaginei eu e a Lucy a vivermos aqui.
-Ellie, eu preciso de falar contigo.
-Ai, agora não, estou cansada… Raios os elevadores tinham que estar avariados? É que não é pera doce subir até um 11º andar.
-9º andar.- Retorquiu ele.
-Ou isso.- Disse revirando os olhos e tirando uma revista para ler.
Ele tirou-me a revista e começou: Ellie ninguém pode saber que estás a viver aqui.
Fiquei desconfiada mas achei por bem não perguntar o “porquê” visto que ele me tinha ajudado e eu não queria parecer uma pobre e mal-agradecida.
-Está bem…
-Boa. – Responde vitorioso.
-Ellie, que tal ires trocar de roupa e depois almoçamos?
-Está bem…
Depois de trocar de roupa fui almoçar…
-Bem tu cozinhas muito bem.- Elogio-o.- Tu devias tirar um curso de cozinha.
-Eu gosto de cozinhar mas o meu sonho foi sempre ser modelo.
-Modelo?- Pergunto surpreendida.
-Sim…Foi sempre uma coisa que adorava fazer mas nunca tive oportunidade de fazer…
-Entendo.- E realmente entendia.- Como morreram os teus pais?- Pergunto curiosa.
-Assassinados.- Assassinados? Dessa não estava à espera.- Nunca mais toques neste assunto, está bem?- Tinha conseguido irrita-lo, bem Eleanor, boa maneira de agradecer pelo que ele te fez.
-Está bem, desculpa.
-Ok…Já almoças-te?-  Pergunta-me.
-Bem…já…
-Então vamos…
-Vamos onde?- Pergunto curiosa.
-Já vês.
  
Connor
Chego a casa por volta das 13:45.
-Connor, onde andaste?- Pergunta-me Bella preocupada, mas eu não estava com paciência, nem para ela nem para ninguém.
Subi rapidamente para o quarto e deitei-me na cama, comecei a olhar para a foto do Planeta Terra que tinha colado no teto. Levanto-me  e vou buscar o meu pc.
“-Já encontras-te o relógio?- Pergunta-me Robert.
-Não ,népia.
-Onde o meteste?
-Se eu soubesse não o tinha perdido, não achas?
-Bem…tens razão…
-Eu sei…
-Queres ir dar uma volta para ver se o achamos?
-Está bem…Ás 14:30 estou na tua casa, ok?
-Sim, na boa, olha já viste a nova foto da Claire?- Pergunta-me
-Não porquê?- Pergunto curioso.
-Tens que ver…
Fui ver…
-Tão atrasadinha…
-Eu já fiz o meu contributo e tu?-Contributo para ele era mandar um comentário não muito agradável…
-Não…
-Então faz…
-O que digo?
-O mesmo de sempre…
-Ok! Já está…. Vou agora para a tua casa...Está bem?
-Ok!”
Depois de uns 15 minutos a andar finalmente cheguei a casa de Robert…
-Então, meu!-Cumprimenta-me ele.
-Vamos?- Não estava com paciência para cumprimentos.
-Ui, bom humor, vá vamos lá…
Depois de mais de uma hora a procura encontramos: Nada! Nada de nada! Corremos o parque inteiro e nada de skates e de relógios…
-´Tou tramado.- Lamento-me enquanto me sento no banco onde tinha quase matado aquela rapariga.
-Pois estás…
-Obrigadinho pelas palavras de apoio.- Ironizo.
-Querias que eu mentisse?
Bem ele até tinha razão…
-Como era a rapariga?-Pergunta-me Robert.
-Que rapariga?
-Aquela que estava aqui a falar contigo…Era gira?
-Bem..sim…até era gira…Mas era demasiado croma…
-Mas salvou-nos.- Continua ele.
-Sim, pode, dizer-se que sim.
-Bem que tal irmos lanchar?
-Sim, vamos…


Próximo capítulo: “Eu prometo que não se vai arrepender se me contratar! Por favor estou desesperada”
 


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

2ºCapitulo



Capitulo 2
Eleanor
-Já chegamos.- Informa o taxista Harry.
-Aonde?- Pergunto-lhe.
-Ao centro de Nova Iorque…
-Oh obrigado, realmente, fico mais esclarecida.- Respondo irritada.
-Não te preocupes, tu irás ficar bem.- Tranquiliza-me tirando as malas do porta bagagens.
-Eu sei que vou ficar bem, tarde ou cedo irei ficar, mas…e a Lucy?
-A pequena Lucianna vai ficar bem…
-Como sabe?- Perguntei desconfiada.
-Bem…eu não sei como…mas eu prometo-te que ela vai ficar bem, está bem?
-Está bem.- Disse enquanto olhava em redor. Tudo tão diferente do Orfanato…
-E não tens ninguém conhecido que te possa ajudar?
-Não…a minha família mais chegada já morreu …
-E amigos?
Amigos? Amigos esperem eu tenho…o Samuel, é isso o Sammy!
-Obrigado.- Agradeci dando-lhe um beijinho e corri até a cabine telefónica mais perto. Graças a Deus eu tinha guardado o número dele. Bem e se não for o mesmo número? Eleanor pensa positivo!
-Estou!-Digo numa efusividade que eu acho que nunca tinha tido em toda a minha vida.
-Quem fala?- Pergunta-me ainda ensonado.
-Bem eu sou a Eleanor, não te lembras? A do Orfanato!- Identifiquei-me antes que ele se desligasse o telemóvel.
-Eleanor? Oh sim claro que me lembro a rapariga da língua-de-gato.- É incrível a memória dele…
-Essa mesmo.
-Que se passa?- Pergunto-me preocupado.
-Bem…eu já fiz 18 anos…e como sabes aos 18 anos temos que nos ir embora…e eu agora não tenho onde ficar, nem onde ir, nem nada! Nada de nada!- Contei-lhe com lágrimas nos olhos…
-Bem, estás aonde?- Pergunta-me ele.
-Ao pé dum enorme jardim com flores e de um restaurante...
-Azul?- Adivinhou ele.
-Sim, é esse.
-Então não saias daí eu vou ter contigo.
-Está bem.- Respondi.
Decidi sentar-me num banco um pouco e esperar pela sua chegada…
-Connor, pronto?- Ouvi um rapaz a perguntar a outro.
-Sempre…-O outro rapaz respondeu…
-Não sei não…
-Vais ver…
Pronto para quê? Espreitei pelo canto do olho para tentar ver o que se passava, eram dois rapazes um loiro e outro moreno a tentarem saltar…
-Ei, tem cuidado!- Grito quando o rapaz loiro, e ao que indica, louco quase que caí em cima de mim…
-Desculpa. Não te vi.- Desculpa-se.
-Eu reparei nisso.- Respondo irritada.
-Estás bem? Precisas de alguma coisa?- Pergunta-me esse rapaz.
-Sim, eu estou bem e não, eu não preciso da ajuda de idiotas…
-Bem, ouve lá como falas, que tu não me conheces de lado nenhum.
-Então vai-te embora…-Respondo mais do que fula.
-E porque é que tenho que ser eu? Porque não podes ser tu?
-Porque…- Boa Eleanor!…e agora esta?- Bem…porque eu estava aqui primeiro do que tu…-Ok! Eu sei, foi uma tentativa falhada!
-Bem…e como sabes?- Ok! Mais valia estar calada eu admito…
-Bem…não sei…
-Bem me parecia…-Responde-me ele com o ar mais triunfante do mundo.- Nós não fomos apresentados formalmente, mas eu sou o Connor e tu?- Pergunta aproximando-se de mim.
-Não tens nada a ver com isso!
-Oh, por favor é só um nome.
Ele tinha razão era só um nome!
-Bem…eu sou a El…
-Connor, vamos a bófia vem aí!- Informa o amigo dele enquanto corria para fora do jardim…
-O quê?-Pergunta Connor em estado de choque.
E começou a correr os dois ou melhor os quatro contado com a polícia que vinha lá atrás…
-Menina, viu por aqui dois rapazes, um loiro e outro moreno?- Pergunta-me um dos polícias.
-Bem…não, não vi ninguém.- Minto nem sei bem porquê.
-Obrigado.- Agradece o polícia.- Se o vir, por favor, avise-nos, está bem?
-Claro que sim.- Confirmo.
Fico a ver os polícias a irem embora e rio-me por ter sido tão fácil enganá-los.
-Eleanor!-Oiço alguém a gritar.

Connor
Hoje sai  às 11:50 do liceu.
-Vamos?- Pergunta-me Robert.
-O que achas? Claro que sim!- Respondo entusiasmado.
-Amor, vais aonde?- Quis saber Jullie.
Eu e Robert ficamos paralisados eu tinha medo de dizer uma coisa ao mesmo tempo que ele dizia outra, por isso mantive-me calado.
-Humm, vamos a um…sítio.- Responde Robert.
Pela cara de Jullie ela não ficou muito feliz por este “vamos a um…sítio” e virou costas sem dizer mais nada…
-Vamos a um sítio? Tu estás louco?- Pergunto-lhe enquanto dou-lhe um murro na barriga.
-O que foi? Querias que eu dissesse que íamos ao jardim?
-Não. Claro que não!
-´Tava a ver.
-Bora?
-Vamos lá!
Parque por nossa conta! Como sempre aliás…
Depois de uns 10 minutos a treinar o Robert pergunta:
-Connor, pronto?
-Sempre…-Respondo olhando para o skate.
 -Não sei não…-Implica Robert.
-Vais ver…-E nesse momento comecei a ganhar impulso para saltar.
-Ei, tem cuidado!- Grita uma rapariga…
-Desculpa. Não te vi.- O que até era verdade…
-Eu reparei nisso.- Ui! Está é das tramadas...
-Estás bem? Precisas de alguma coisa?- Pergunto antes que ela se lembre a chamar a polícia…
-Sim, eu estou bem e não, eu não preciso da ajuda de idiotas….-Mas quem é que esta julga que é?
-Bem, ouve lá como falas, que tu não me conheces de lado nenhum.- Eu sei que não se deva ameaçar as raparigas…mas o que querem? Esta já me estava a irritar.
-Então vai-te embora…-Respondo mais do que fula.
Olho para o céu e mordo o punho antes de responder.
-E porque é que tenho que ser eu? Porque não podes ser tu?
-Porque…-Boa…já a deixei sem palavras- Bem…porque eu estava aqui primeiro do que tu…-Tentativa falhada, minha amiga.
-Bem…e como sabes?- Estava a dar-me um gozo enorme deixar deixa-la sem palavras.
-Bem…não sei…
-Bem me parecia…-Respondo-lhe com o ar mais triunfante do mundo. -Nós não fomos apresentados formalmente, mas eu sou o Connor e tu?- Pergunto-lhe aproximando-me dela.
-Não tens nada a ver com isso!- Mau feitio!
-Oh, por favor é só um nome.- Peço-lhe.
Ela depois de fazer uma pausa responde:
-Bem…eu sou a El…
-Connor, vamos a bófia vem aí!- Informa o amigo dele enquanto corria para fora do jardim…
-O quê?- Pergunto em estado de choque.
-A polícia vem aí… Está ao pé daquela rapariga.
“Menina, viu por aqui dois rapazes, um loiro e outro moreno?”
Ainda oiço o polícia a perguntar, mas não consegui perceber a resposta.
Depois de quase 15 minutos a correr, finalmente, paramos e encostamo-nos a uma parede.
-Será que conseguimos despista-los?-Pergunta-me Robert.
Depois de tossir um pouco lá lhe consegui responder: Acho que sim mano, acho que sim!
-Achas que aquela rapariga disse por onde nós estávamos a ir?
-Não sei.- Respondo com a maior sinceridade.
-Eu acho que não, na minha opinião, se ela tivesse dado, a esta hora já estávamos no trânsito para ir para trás das grandes.- Diz Robert fazendo-se de inocente.- São que horas, puto?-Pergunta-me Robert.
-São…Onde está o relógio?- Não conseguia acreditar! Tinha perdido o relógio que tinha sido do meu pai que antes de ser do meu pai tinha sido do meu avô e que…
-Tens a certeza que o tinhas?- Pergunta-me Robert.
-Como se eu fosse um maluquinho. Robert eu pus ele de manhã antes de ir tomar o pequeno-almoço, ok?
-Ok…mas…
-Robert cala-te!- Já não conseguia ouvir a voz de Robert.




Próximo capítulo: “Como morreram os teus pais?” 

Que acharam?