quarta-feira, 31 de outubro de 2012

1º Capitulo


              Capitulo 1  

Eleanor 

-Eleanor, estás pronta?-Pergunta a Irmã Bochechas ou melhor a Irmã Mary.
Não conseguia dizer nem uma palavra sentia que cada palavra que ia dizer ia sair como um soluço dado depois de beber uma cola nas tardes de domingo. Tardes de Domingo! Vou ter tantas saudades. Olhei a janela pela última vez…A Irmã Bochechas estava a olhar para mim com ar de pena.
-Não…-Respondi desviado o olhar da janela para a cara da Irmã.
-Eleanor, eu sei que isto é difícil…
-Mas tem que ser tudo tem um princípio, um meio e um fim e este é o meu meio, o meu ponto de viragem, eu sei Irmã Boche…desculpe, Irmã Mary…
-Eleanor, tens que ter calma...-Afirma a Irmã Bochechas, eu sempre gostei dela, não me perguntem porquê, sempre senti que ela fosse a avó que eu nunca tive.
-Eu vou com calma mas e a Lucy?…Vocês não tiraram um minuto e pensaram na pobre criança? Ela vai ficar sem a irmã e não me venha com a conversa que existe aqui pessoas com que ela dá-se bem que nenhuma tem a mesma facilidade em falar com ela como eu.- A Irmã ficou-me a olhar com uma cara que me meteu medo…
-Eu sei, querida, eu sei.- Tentei pensar em qualquer coisa que não tivesse a ver com “orfanato”, “irmã” e a pior “saída”. Eu nunca gostei daquilo, mas dói saber que me vou embora e a minha irmã vai ficar…- Mas podes sempre vir visita-la, sempre que quiseres.
Enxuguei a maldita lágrima que teimava em querer cair e respondi: Eu sei, mas não vai ser a mesma coisa, nada irá ser igual.
-Ó, minha querida.- Diz a Irmã enquanto me mexe no cabelo.
-Está na hora.- Interrompe a Madre Superior. Esta sim! A pior de todas! Má como tudo…
-Vá, minha linda, está na hora…
-Eu sei…-Informei.- Mas deixe-me só falar dois minutinhos com a Lucy.-A Irmã parecia não me querer fazer esse favor.- Por favor?
-Vá, vai lá, mas não digas a ninguém!
-Obrigado!- Quase que saltei de felicidade.
“Onde ela está? Onde estás, Lucy?”.Perguntava a mim mesma…Até que finalmente a vi…Aqueles longos cabelos não me enganavam…
-Lucy, estás bem?-Perguntei quando a vi a chorar.
Ela tentou enxugar umas lágrimas mas a mim ela não me engana…
-Eu, não, eu quero que fiques, por favor não vás embora! Por favor!- Pede-me varias vezes.
Eu prometi a mim mesma nunca chorar à sua frente mas está a custar-me tanto vê-la assim.
-Lucy, por favor, não fiques assim!
-Leva-me contigo! É isso mesmo: leva-me contigo, nós construímos o nosso palácio de princesas  juntas e somos felizes para sempre como na história.
As lágrimas que eu tentava não mostrar começaram a cair à medida que as palavras saiam da minha boca: Não posso! Eu pedi à Madre Superior e fui a tudo o que é sítio mas só deixam levar-te quando eu tiver um emprego e a minha vida organizada.
-Não! Isso é mentira! Tu não me queres levar! És má! Odeio-te!- Gritou Lucy enquanto corria.
-Lucy! Lucy! Por favor, perdoa-me!- Implorei enquanto a via a correr.
Nesse momento Irmã Bochechas chega ao pé de mim: Eleanor, minha querida, eu sei que isto está a ser difícil para ti, mas tens que aceitar…
-Eu sei…
-Eleanor, agora é mesmo a sério, já está na hora…-Informa novamente a Madre Superior.
-Vamos?- Pergunta a Irmã Sophie.
Estava na hora! Agora era a sério…estava na hora…Olhei em redor, todas aquelas raparigas e rapazes que eu conheço como a palma da minha mão, todos os choros, risos e aventuras que tive com eles nunca irão ser esquecidos…
-É para onde?- Pergunta o taxista.
-Para um sitio qualquer.- Respondo enquanto me sento no banco de trás.
Olho pela janela e vejo todos eles a fazerem-me adeus fiz também enquanto lágrimas a caírem pela minha cara… 

Connor

 -Connor! Despacha-te!- Grita a minha irmã da cozinha.
Desço a escadas ainda ensonado.
-Connor…O que queres comer?- Pergunta-me enquanto está a preparar o pequeno-almoço. Esta agora! Desde que os nossos pais se foram embora pensa que eu não sei fazer as coisas sozinho. -Pronto para mais um ano letivo?- Pergunta-me sentando-se ao meu lado.
-Sim…e tu?- Pergunto-lhe.
-Sim, claro, quer dizer…sempre tive…
-É o primeiro ano do curso, certo?- Pergunto-lhe só para ver a sua reação, apesar de saber que é o seu segundo ano.
Ela não me responde e continuo a comer.
-Os pais ligaram…- Começa Bella nervosa enquanto lava uma caneca.
-O que eles queriam?- Pergunto enquanto dou uma dentada na torrada.
-Queriam saber como nós estávamos e quando tu voltarias a falar com eles.
-Nunca.- Respondo levantando-me da cadeira-Eu nem quero saber mais da existência deles, eles.
Eu admito, talvez, esteja a ser demasiado infantil, mas não suportei a ideia de eles se irem embora e eu ter de ficar aqui com…ela! A chata da minha irmã.
Sai de casa para ir apanhar o autocarro.
-Connor, espera por mim!- Ouvi a minha irmã a gritar, mas não esperei, estava farto dela e das suas alucinações.
Bem…autocarro! A mesma treta do costume, todos os idosos à esperam que os jovens lhe deem lugar…Enfim!
Finalmente cheguei à escola! Tudo igual...
-Hey, então como estás, my friend?- Pergunta-me Robert, o meu melhor amigo desde criança.
-Fixe e tu?
-Também ´tou…Ouve sempre fazemos aquilo?
Paro para lhe responder: O que achas,mano? Claro que sim!
Robert se pudesse acho que naquele momento tinha dado um pulo.
-Mais longo passa pela minha casa e tratamos disso, ok?
-Está bem.
-Olha quem é ela…-Digo baixinho para Robert, o namorado dela
-Hey baby…-Diz Jullie enquanto beijava Robert.
-Eu estou aqui…- Informo interrompendo o momento.
-Nós sabemos...
-Mas ouve lá Connor, porque estás solteiro outra vez?-Pergunta-me Jullie. Confesso que fiquei um pouco desconfortável.
-Bem…a Yasmin não acreditou em mim quando eu disse-lhe que nunca a tinha traído…
-E isso era verdade? A traição?- Pergunta-me Robert, apesar, de saber a resposta.
-My friend…isso nem se pergunta.- Respondo entre risos…
-Bem…Já está na hora vamos?- Pergunta Jullie, sinto que ela está estranha desde uns tempos para cá…Não posso falar sobre as raparigas de que eu gosto, que eu andei com ela, ela fica toda incomodada…
-Vamos…-Respondo eu e o Robert.
Mais uma seca de aula! A primeira do meu último ano escolar…
-Meninos eu sei que ainda falta algum tempo mas vocês têm de decidir o que vocês querem fazer…Porque hoje ainda é cedo mas amanhã já é tarde…-Começa a Professora Anne.
-Fogo, longo na primeira aula!- Resmunga toda a turma, o que me faz ter um ataque de riso.
-Menino Connor, o que tem assim tanta piada?- Pergunta-me a Professora.
-Piada? Nada que vá contribuir na sua.- Respondo.
-Eu quero falar consigo no fim da aula.- Informa-me a Professora enquanto aponta para mim com uma caneta.- Menino Connor, você está a passar das marcar há muito tempo…
Ui…a primeira repreensão do ano dada pela Professora Anne. Lindo.
Ouvi ela até ao fim sem lhe dizer uma palavra…Não queria saber do que ela tinha para dizer assim como ela não queria saber da minha opinião…




Próximo capítulo: “O meu nome é Connor e o teu?”
Que acham? Eu sei que não está nada de especial mas é ainda o ínicio..
Espero que gostem:):)

Prólogo



Prologo “
Eleanor Versus Connor”

Eleanor
:
Bom pediram para falar sobre mim…então aqui vai:
Como é que hei-de começar? Bem tudo começa com um “Era uma vez”, certo? Então bem: Era uma vez uma bela princesa chamada Eleanor que vivia numa enorme prisão há 10 anos…Essa prisão tinha uma bruxa, uma enorme bruxa má chamada Madre Julia. Essa bruxa transformou o seu lindo quarto rosa em preto e branco e os seus vestidos em saias até aos joelhos com o fantástico detalhe: “Orfanato de Nova Iorque”, meu Deus! Era tudo tão diferente! Essa pequena criança (que era eu), tinha perdido os pais num trágico acidente em que apenas ela (eu outra vez!) e a sua irmã(Lucy) sobreviveram! Meu Deus! Como é possível? A vida em 10 segundos dar uma volta tão grande? Eu era feliz, tinha sempre tudo o que queria, as bonecas, festas, tudo! E agora…Mas continuando …Até ao dia…O dia em que Eleanor encontrou uma saída: os seus 18 anos! Uau…18 anos! Estava Eleanor a dormir quando ouviu a sua fada madrinha a chama-la “Eleanor! Eleanor! Tu já tens quase 18 anos, tu podes sair daqui!”, Eleanor deu um enorme pulo de alegria até que…” A tua irmã não poderá ir contigo até mostrares condições para a criar”. “Condições? Eu tenho todas as condições! Eu sou a irmã dela!”, mas ninguém a escutou…Na altura em que devia estar feliz Eleanor não conseguiu conter as lágrimas de infelicidade por saber que irá deixar para trás a pessoa mais importante da sua vida: Lucy. Depois de várias horas a passear pela “sua” Nova Iorque ela encontra finalmente alguém que sabe o que é o horror da “prisão Orfanato”: Samuel. Ele prontificou-se a ajuda-la e apenas com uma condição: Ninguém poderia saber da estadia de Samuel no orfanato e da presença de Eleanor na sua casa. Uma? Mas isso era duas!…Eleanor sem entender bem o porquê aceitou…Até ao momento…em que sabe da verdadeira história de Samuel…Bem a verdadeira para a namorada dele: É que ela pensa que os pais deles estão a trabalhar fora! Eleanor fica incomodada com o assunto e pergunta o “porquê” a Samuel, ele depois lhe explica que a sua namorada é uma rapariga que não gosta de se envolver com pessoas do nível abaixo do dela, então ele inventou essa história para a conseguir conquistar…Que fofo…ou que labrego!!! Ele anda a mentir à namorada! Como é capaz? Eu vou ter de fazer qualquer coisa…Mas o quê???
-Eleanor, volta a trabalhar! Já estás há muito tempo a sonhar…Assim não aguentas muito cá, não…
Bem…acho que me esqueci de dizer uma coisa: Essa “princesa” que tinha acabado de apanhar um susto…trabalha numa pizzaria numa zona pouco movimentada de Nova Iorque …

Connor

O que posso dizer sobre mim? Sou lindo, rico, adoro a vida…Moro sozinho com a chata da minha irmã desde que os meus pais foram trabalhar para a Suíça…Adoro internet, jogos, filmes, odeio ler…E não me peçam para escrever, porque senão…Ui…um 0 a composição descreve o quanto eu sou mau ,certo? É que eu não sei mesmo o que dizer… O meu melhor amigo Robert, que vocês deverão conhecer aqui, é um bacano! Adoro estar com ele…bem “estar” no sentido de conviver, não no sentido estar…de estar, ok? Bem…o que posso dizer mais? Ah, adoro raparigas, e não suporto quando elas me “dão com os pés” fico mesmo…enraivecido! Ah e por falar em raparigas, estou solteiro, sim! Eu Connor Sky, estou solteiro…Finalmente livrei-me da Yasmin (a chata da Yasmin), pôs na cabeça que eu a tinha a traído, o que até era verdade mas…eu não suporto que desconfiem de mim…Não é não! E ela não apareceu aceitar o “não” e não aguentou mais e acabou…Imaginem…acabou com Connor Sky, mas quem é que ela julga que é? Mas ela vai ver, vai ver…Bom acho que nunca tive uma paixão na vida e pelo andar da carruagem não irá ser muito cedo…Coisas que eu odeio, epá odeio que me perguntem  que eu quero ser? Bem isso é uma pergunta que me incomoda bastante, eu sei o que quero ser, mas tenho medo que a minha família nem ninguém me apoio, eu adoro música, sempre adorei tocar violino e cantar (mas isto fica para nós), eu nunca cantei nem toquei ao vivo talvez por medo ou insegurança...Talvez estarão a pensar: Connor Sky com medo? Bem…isto fica cá para nós…toda a gente boa ou má tem medo…
Bem…acho que não tenho mais nada a dizer…por isso…
Adeus!

No prólogo eu quis mostrar a diferença de dois mundos: o da Eleanor (sonhadora) e do Connor(maniento) e sobre a vida de ambos...Espero que gostem:)