segunda-feira, 5 de novembro de 2012

5ºCapitulo



Capitulo 5
Eleanor
Depois de me deixar em casa Samuel saiu para ir tratar de uns assuntos. Sentei-me um pouco a pensar no que me tinha acontecido num só dia e como poderia agradecer a Samuel. Começo por limpar a casa, que apesar de não precisar, sempre era um começo e depois disso começo a preparar o que seria o jantar, ou melhor, tentava que fosse o jantar.
-Hey, Sam!- Cumprimento quando o vejo a entrar.
-Hey…O que estiveste a fazer?-Pergunta-me surpreendido.
-Bem, estive a arrumar a casa, era o mínimo que podia fazer. Ah! E fiz o jantar…
-Não era preciso…- Retorquiu.
-Mas já está! Vá senta-te que o jantar já está pronto.
-Está bem, está bem!- Disse enquanto levantava as mãos no ar e se sentava.
Eu confesso! Eu não conseguia jantar sem ele dar a primeira opinião.
-Então?- Pergunto ansiosa.
-Bem…está bom.- Responde com uma má cara.
-Tens a certeza?- Pergunto-lhe não acreditado no que ele tinha dito, dou uma garfada, e bem! Aquilo estava horrível.- Isto está horrível.
-É a tua primeira experiência.
-Tens razão.
Nesse momento alguém tocou à campainha. Ficamos assustados, ele fez sinal do género “esconde-te”, por isso decidi ir para o meu quarto.
-Charlie! Que susto! Eleanor, podes sair daí é só o Charlie.- Ufa!
-O Charlie que trás umas pizzas.- Continua Charlie.
-Charlie! Ainda bem que trouxestes umas pizzas!- Continuo enquanto me aproximo dele.
-Então?- Pergunta ele sem entender.
-Uma longa história.- Informo-lhe.
-Eu adoro longas histórias.- Responde enquanto me aperta o nariz.
-Que pizzas trouxeste?- Pergunta Samuel enquanto tira as duas caixas das mãos de Charlie e as leva para a pequena mesa da sala.
Depois de nos olharmos uns segundos nos olhos Charlie foi ter com Samuel enquanto dizia que tinha trazido de queijo e de cebola. Os segundos que nos olhamos nos olhos foram mais que constrangedores tanto que precisei de mais outros segundos para reter o que Samuel me tinha perguntado.
-Ellie, estás bem? Precisas de alguma coisa?- Pergunta Samuel aproximando-se e agarrando-me no braço.
-Não, eu estou bem, só vou ali abaixo fazer uma coisa, eu prometo que não demoro.
-Está bem.
Precisava de uns minutos sozinha. Olhei para a janela da sala de Samuel e fiquei uns dois minutos fixada nela.
-Hey, baby, vou agora a tua casa.- Oiço uma rapariga a dizer enquanto subia as escadas do prédio.
Desviei o olhar da janela e concentrei-me numa cabine telefónica que estava ao pé de um pequeno café.
Respirei fundo e aproximei-me dela. Tirei umas moedas do meu bolso e marquei o número do Orfanato.
-Estou, Irmã Mary? É a Eleanor. Sim, estou bem, obrigado, eu queria falar com a minha irmã pode ser? Já está a dormir? Sim eu entendo, claro, hoje foi um dia muito complicado. Eu ligo amanhã.
Confesso que aquela conversa com a Irmã deu-me vontade de chorar.
-Eleanor! Eleanor!- Oiço alguém a chamar-me, limpo as lágrimas e olho, era o Charlie a correr em minha direção.
-O que se passa?- Pergunto preocupada.
-Não podes ir para casa.
-O quê? O que se passa?- Agora confesso estava mais do que preocupada.
-O Sammy tem lá a namorada e ela não pode saber que tu vives com ele.

Connor

Bella fora! Nada melhor! Posso meter a música no máximo sem ter de ouvir as suas alucinações.
Mas no momento em que ia meter a música alguém bate à porta! E quem quer que seja está com pressa.
-Já vai! Já vai!- Grito enquanto desço as escadas.
Não conseguia acreditar quando vi quem era!
-Preciso de falar contigo.- Diz Jullie enquanto entra casa à dentro.
-Com licença também se usa, menina Julianna.- Digo enquanto fecho a porta e vou ao seu encontro.
-Precisamos de falar.- Repete ela.
-Como descobriste a minha casa?- Pergunto enquanto me sento no sofá.
-Isso agora interessa?
-Interessa.
-Podes parar de ser tão paranoico e ouvir-me?- Estava irritada…
Fiz um gesto do género “à vontade” e ela começou:
-Bem eu só vim aqui dizer-te para teres cuidado porque senão ainda vais preso…
Ok! Esta eu não estava a perceber.
-Vais ter de te explicar melhor.- Peço enquanto me levanto e vou para a cozinha.
-Eu sei que vocês foram para o parque hoje.- Confesso que naquele momento o sangue me subiu todo à cabeça e a minha alma gelou.
-Sim e o que tem?- Pergunto enquanto mastigo uma bolacha.
-Bem o que tem? Eu tenho um ví…
-Queres uma bolacha?- Pergunto para ver se aquele dialogo não se transformasse num monologo em que eu era o espectador e ela era a atriz principal.
-Não, obrigado.- Responde com a maior frieza.
-Como eu estava a dizer eu tenho um vídeo onde apareces tu e o Robert a fugirem, adivinhem ao quê? Á polícia.
-O que queres em troca?- Pergunto-lhe enquanto tiro um copo e bazo um pouco de água.
-Desculpa?
-O que queres em troca do silêncio?
-Bem…quero que…te esqueças daquele pequeno momento em que por obra do destino nós nos beijamos…
-Deste ao trabalho de vires à minha casa só para isso?
-Bem…pode-se dizer que sim…-Responde-me com a maior arrogância que ela tem.
-Então és mesmo tapadinha.-
-Desculpa?- Pergunta ela ofendida.
-Eu não quero estragar a minha amizade com o Robert e para além disso não és tão importante para mim quanto isso.
Ui! Pela cara que ela fez acho que lhe toquei no ponto fraco.
-Posso não ser mas eu digamos que sou a tua peça chave neste jogo.
-Isso é uma ameaça?- Pergunto-lhe.- Gosto.
-Não é para gostares não sei se um dia gostarias de acordar e ver a tua cara num jornal com o titulo “Fuga à Policia”, pois não?
-Bem…acho que não.- Respondo em mais palavras do que era realmente necessário.
-Bem me parecia. Adeus, Connor.
-Adeus, Julianna.
Idiota! Como ela tem a coragem de me fazer uma ameaça?- Pergunto a mim mesmo enquanto meto o copo de agua para dentro do lava-loiças.

Próximo capítulo : “Sempre gostei de vir aqui com o meu pai e olhar para as estrelas”

Espero que gostem :)

Sem comentários:

Publicar um comentário