domingo, 11 de novembro de 2012

6ºCapitulo



Capitulo 6
Eleanor

-E agora?- Pergunto a Charlie enquanto me sentava num banco e metia a mão a tapar a boca.
Ele senta-se a meu lado e pergunta: Qual é a longa história do jantar?
Olho para ele não acreditava que ele se lembrava do que eu tinha para lhe contar. Ele ri-se.
Riu antes de responder: Então tudo começa assim…
Andamos durante uns 30 minutos a rir e conversar, não sei porquê, mas a presença dele fazia-me sentir segura.
Ele sentou-se num muro a olhar para o céu: Quando eu era pequeno eu e o meu pai vínhamos para aqui e sentávamo-nos a olhar para as estrelas, ele dizia-me sempre “Sempre que te sentires perdido olha para as estrelas que elas te mostrarão o caminho”- Fez uma pausa enquanto quando percebeu que eu ia-me sentar-me a seu lado.- Então desde esse dia eu vinha para aqui para elas me mostrarem.
Confesso que fiquei emocionada com o que ele tinha acabado de dizer: E agora?-Ele pareceu confuso com a pergunta, formulei-a melhor.- Não vens para aqui? Para elas te mostrarem o caminho?
Ele ri: Não, sabes, quando chegas a um momento que não consegues esperar mais e a tua única vontade é virares as costas a tudo e começares a fazer tudo por ti mesmo? Acho que foi isso que me aconteceu.
Fiquei um pouco paralisada com o que ele tinha acabado de dizer, senti que talvez nós tínhamos mais em comum do que eu própria imaginava: Eu também fui mais ou menos assim, mas não tive coragem de mudar as coisas, simplesmente, deixei as coisas estarem como estavam.
-Então?- Pergunta-me surpreendido.
-Eu logo te conto.
-Prometes?
-Prometo.- Eu precisava de falar com alguém sobre tudo o que me aconteceu na vida a morte dos meus pais, o orfanato e a minha irmã mas hoje não.
Depois disso ficamos a olhar para as estrelas, eram tão bonitas que só me apetecia levar uma para casa para brilhar sempre mim…
Estava tão cansada que me deixei dormir.
-Ellie, Ellie, acorda!- Pede-me ele com um sorriso na cara.
-O que se passa?
-A toupeira já saiu da toca.
-Ok, não entendi nada do que disseste.
Ele respirou fundo e explicou: A Bella, a namorada do Sammy, já saiu da casa dele, já podes ir.
Fiquei aliviada, confesso que tinha um pouco de medo de precisar de ficar a dormir na rua.
-Bem já chegamos.- Digo a Charlie quando me aproximo do prédio.
-Foi uma boa noite.
-Pois foi.- Concordo.
-Até amanhã às 7:55.
-Até amanhã às 7:55.

 Connor

Ainda estava chocado com a visita da Jullie que nem ouvi a minha irmã a chegar:
-Estás bem?-Pergunta a minha irmã com ar de preocupação.
-Sim, onde tivestes?
-Fui ter com o Samuel.
-Porque é que isso não me admira…-Resmungo baixinho.
-Porque é que não consegues ver ninguém feliz? Hã, Connor?
-Eu consigo só não suporto que a tua felicidade seja com aquela pessoa…
-Essa pessoa tem nome…
-Como queiras…
A minha irmã já estava a ficar irritada…
-Hey, isso foi para quê?- Pergunto quando ela desliga a televisão.
-Sabes o que é que tu és?- Pergunta-me enquanto dá uns passos em minha direção.
-Não o que sou?- Pergunto curioso.
-Um menino mimado que não gosta de ver ninguém feliz.- Diz enquanto me aponta o dedo.
-Já tinhas dito isso antes, não te estás a tornar um pouco repetitiva, maninha?- Pergunto-lhe enquanto me levanto do sofá e dou em frente dela.
-E vou continuar até mudares de atitude senão…
-Senão o quê?- Pergunto curioso.
-Senão vais-te arrepender.- Responde-me enquanto sobe as escadas.
-Sim, sim, foge, quando faltam os argumento a melhor coisa a fazer é fugir.- Grito enquanto me sento outra vez no sofá e ligo a TV.
E mais uma noite que se passou, quando me reparo, já é dia e hora de voltar à escola.
Que seca!
-Bom dia.- Cumprimento a minha irmã.
Não responde.
Sinceramente aquele silêncio já me estava a incomodar mas também não lhe digo nada, não quero dar parte de fraco e falar com ela como se nada tivesse acontecido.
Chego à escola por volta das 8:15.
-Então, mano!-Cumprimenta Robert.
-Então, viste a Jullie?
-A Jullie?
-Sim, a tua namorada.
-Sim, foi tomar o pequeno-almoço agora com as amigas.
-Ok.- Precisava de falar o mais rápido possível com ela, precisava de saber se aquele vídeo realmente existia ou se era mais uma das suas paranoias.
-Jullie, precisamos de falar.
-Agora?-Pergunta sem vontade.
-Sim.
Depois de um revirar olhos lá veio.
-O que foi?- Pergunta-me sem paciência.
-Mostra-me o vídeo.
-Que vídeo?
-O vídeo.
-Ah o vídeo! Claro.
Depois de procura-lo o video por um tempo ela passa-me o telemóvel. Não conseguia acreditar, era mesmo verdade.


                                                                                                                         
Próximo capítulo: “Acorda, Samuel Gomez, precisamos de ter uma conversa.”

Desculpem eu não ter publicado nada esta semana mas é que com a escola não tenho tido tempo para nada...
Espero que gostem:)

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