Capitulo 2
Eleanor
-Já chegamos.- Informa o taxista Harry.
-Aonde?- Pergunto-lhe.
-Ao centro de Nova Iorque…
-Oh obrigado, realmente, fico mais esclarecida.- Respondo
irritada.
-Não te preocupes, tu irás ficar bem.- Tranquiliza-me tirando as
malas do porta bagagens.
-Eu sei que vou ficar bem, tarde ou cedo irei ficar, mas…e a Lucy?
-A pequena Lucianna vai ficar bem…
-Como sabe?- Perguntei desconfiada.
-Bem…eu não sei como…mas eu prometo-te que ela vai ficar bem, está
bem?
-Está bem.- Disse enquanto olhava em redor. Tudo tão diferente do
Orfanato…
-E não tens ninguém conhecido que te possa ajudar?
-Não…a minha família mais chegada já morreu …
-E amigos?
Amigos? Amigos esperem eu tenho…o Samuel, é isso o Sammy!
-Obrigado.- Agradeci dando-lhe um beijinho e corri até a cabine
telefónica mais perto. Graças a Deus eu tinha guardado o número dele. Bem e se
não for o mesmo número? Eleanor pensa positivo!
-Estou!-Digo numa efusividade que eu acho que nunca tinha tido em
toda a minha vida.
-Quem fala?- Pergunta-me ainda ensonado.
-Bem eu sou a Eleanor, não te lembras? A do Orfanato!-
Identifiquei-me antes que ele se desligasse o telemóvel.
-Eleanor? Oh sim claro que me lembro a rapariga da
língua-de-gato.- É incrível a memória dele…
-Essa mesmo.
-Que se passa?- Pergunto-me preocupado.
-Bem…eu já fiz 18 anos…e como sabes aos 18 anos temos que nos ir
embora…e eu agora não tenho onde ficar, nem onde ir, nem nada! Nada de nada!- Contei-lhe
com lágrimas nos olhos…
-Bem, estás aonde?- Pergunta-me ele.
-Ao pé dum enorme jardim com flores e de um restaurante...
-Azul?- Adivinhou ele.
-Sim, é esse.
-Então não saias daí eu vou ter contigo.
-Está bem.- Respondi.
Decidi sentar-me num banco um pouco e esperar pela sua chegada…
-Connor, pronto?- Ouvi um rapaz a perguntar a outro.
-Sempre…-O outro rapaz respondeu…
-Não sei não…
-Vais ver…
Pronto para quê? Espreitei pelo canto do olho para tentar ver o
que se passava, eram dois rapazes um loiro e outro moreno a tentarem saltar…
-Ei, tem cuidado!- Grito quando o rapaz loiro, e ao que indica,
louco quase que caí em cima de mim…
-Desculpa. Não te vi.- Desculpa-se.
-Eu reparei nisso.- Respondo irritada.
-Estás bem? Precisas de alguma coisa?- Pergunta-me esse rapaz.
-Sim, eu estou bem e não, eu não preciso da ajuda de idiotas…
-Bem, ouve lá como falas, que tu não me conheces de lado nenhum.
-Então vai-te embora…-Respondo mais do que fula.
-E porque é que tenho que ser eu? Porque não podes ser tu?
-Porque…- Boa Eleanor!…e agora esta?- Bem…porque eu estava aqui
primeiro do que tu…-Ok! Eu sei, foi uma tentativa falhada!
-Bem…e como sabes?- Ok! Mais valia estar calada eu admito…
-Bem…não sei…
-Bem me parecia…-Responde-me ele com o ar mais triunfante do
mundo.- Nós não fomos apresentados formalmente, mas eu sou o Connor e tu?-
Pergunta aproximando-se de mim.
-Não tens nada a ver com isso!
-Oh, por favor é só um nome.
Ele tinha razão era só um nome!
-Bem…eu sou a El…
-Connor, vamos a bófia vem aí!- Informa o amigo dele enquanto
corria para fora do jardim…
-O quê?-Pergunta Connor em estado de choque.
E começou a correr os dois ou melhor os quatro contado com a polícia
que vinha lá atrás…
-Menina, viu por aqui dois rapazes, um loiro e outro moreno?-
Pergunta-me um dos polícias.
-Bem…não, não vi ninguém.- Minto nem sei bem porquê.
-Obrigado.- Agradece o polícia.- Se o vir, por favor, avise-nos,
está bem?
-Claro que sim.- Confirmo.
Fico a ver os polícias a irem embora e rio-me por ter sido tão
fácil enganá-los.
-Eleanor!-Oiço alguém a gritar.
Connor
Hoje sai às 11:50 do liceu.
-Vamos?- Pergunta-me Robert.
-O que achas? Claro que sim!- Respondo entusiasmado.
-Amor, vais aonde?- Quis saber Jullie.
Eu e Robert ficamos paralisados eu tinha medo de dizer uma coisa
ao mesmo tempo que ele dizia outra, por isso mantive-me calado.
-Humm, vamos a um…sítio.- Responde Robert.
Pela cara de Jullie ela não ficou muito feliz por este “vamos a
um…sítio” e virou costas sem dizer mais nada…
-Vamos a um sítio? Tu estás louco?- Pergunto-lhe enquanto dou-lhe
um murro na barriga.
-O que foi? Querias que eu dissesse que íamos ao jardim?
-Não. Claro que não!
-´Tava a ver.
-Bora?
-Vamos lá!
Parque por nossa conta! Como sempre aliás…
Depois de uns 10 minutos a treinar o Robert pergunta:
-Connor, pronto?
-Sempre…-Respondo olhando para o skate.
-Não sei não…-Implica
Robert.
-Vais ver…-E nesse momento comecei a ganhar impulso para saltar.
-Ei, tem cuidado!- Grita uma rapariga…
-Desculpa. Não te vi.- O que até era verdade…
-Eu reparei nisso.- Ui! Está é das tramadas...
-Estás bem? Precisas de alguma coisa?- Pergunto antes que ela se
lembre a chamar a polícia…
-Sim, eu estou bem e não, eu não preciso da ajuda de idiotas….-Mas
quem é que esta julga que é?
-Bem, ouve lá como falas, que tu não me conheces de lado nenhum.-
Eu sei que não se deva ameaçar as raparigas…mas o que querem? Esta já me estava
a irritar.
-Então vai-te embora…-Respondo mais do que fula.
Olho para o céu e mordo o punho antes de responder.
-E porque é que tenho que ser eu? Porque não podes ser tu?
-Porque…-Boa…já a deixei sem palavras- Bem…porque eu estava aqui
primeiro do que tu…-Tentativa falhada, minha amiga.
-Bem…e como sabes?- Estava a dar-me um gozo enorme deixar deixa-la
sem palavras.
-Bem…não sei…
-Bem me parecia…-Respondo-lhe com o ar mais triunfante do mundo. -Nós
não fomos apresentados formalmente, mas eu sou o Connor e tu?- Pergunto-lhe
aproximando-me dela.
-Não tens nada a ver com isso!- Mau feitio!
-Oh, por favor é só um nome.- Peço-lhe.
Ela depois de fazer uma pausa responde:
-Bem…eu sou a El…
-O quê?- Pergunto em estado de choque.
-A polícia vem aí… Está ao pé daquela rapariga.
“Menina, viu por aqui dois rapazes, um loiro e outro moreno?”
Ainda oiço o polícia a perguntar, mas não consegui perceber a
resposta.
Depois de quase 15 minutos a correr, finalmente, paramos e
encostamo-nos a uma parede.
-Será que conseguimos despista-los?-Pergunta-me Robert.
Depois de tossir um pouco lá lhe consegui responder: Acho que sim
mano, acho que sim!
-Achas que aquela rapariga disse por onde nós estávamos a ir?
-Não sei.- Respondo com a maior sinceridade.
-Eu acho que não, na minha opinião, se ela tivesse dado, a esta
hora já estávamos no trânsito para ir para trás das grandes.- Diz Robert fazendo-se
de inocente.- São que horas, puto?-Pergunta-me Robert.
-São…Onde está o relógio?- Não conseguia acreditar! Tinha perdido
o relógio que tinha sido do meu pai que antes de ser do meu pai tinha sido do
meu avô e que…
-Tens a certeza que o tinhas?- Pergunta-me Robert.
-Como se eu fosse um maluquinho. Robert eu pus ele de manhã antes
de ir tomar o pequeno-almoço, ok?
-Robert cala-te!- Já não conseguia ouvir a voz de Robert.
Próximo
capítulo: “Como morreram os teus pais?”
Que acharam?

Gostei do blog, é muito giro e a história também :)
ResponderEliminarObrigado:)
EliminarGostei muito! :)
ResponderEliminarObrigado:):)
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